Um dia na vida de um usuário de computador

Descaradamente adaptado do site Tux Vermelho e “traduzido” de PT_PT para PT_BR:

Usuário de Mac

Senta-se junto ao seu Mac, agradece ao Steve Jobs a felicidade de ter uma caixinha com a maçã dentada gravada, e passa delicadamente uma pele de camurça sobre todo o seu belo Mac. Abre-o com muito jeitinho para que não tenha nenhum orgasmo antes do tempo e aciona o power. E eis o primeiro orgasmo assim que o Leopard arranca. Deixa-se ficar quieto contemplando aquele maravilhoso desktop e louvando Steve Jobs por ter inventado aquele sistema operacional, tal como os computadores, a internet e o próprio Universo. Após alguns minutos abre o iTunes e aluga umas músicas mesmo sem gostar delas, só para dar algum dinheiro mais à Apple. Abre o Safari e percorre alguns sites de outros seguidores da mesma seita, à caça de mais rumores sobre o estado de saúde do seu mais que tudo Steve, dos novos iPhones inventados por ele ou dos novos aspectos dos iPods. Não encontrando rumores, inventa um e lança-o no seu blog.

Uma hora depois passa por um fórum de Mac users e mete uns posts a ameaçarem um tipo que teve a audácia de criticar um portátil Mac por ter baterias de merda. Escreve outra entrada no seu blog sobre o seu iPhone e da sua nova capacidade de copiar texto entre aplicações!

Já durante a tarde entreteve-se a colar um poster do Steve Jobs na parede em frente ao seu Mac, que por coincidência combinava bem com a sua camiseta onde tem gravado a cara do Steve usando um iPhone. Volta para a net e procura por mais rumores de possíveis lançamentos de hardware e software da Apple. Pelo sim pelo não, compra mais software como bom Appleboy que é, mesmo sem precisar dele. Recusa-se a usar um programa de P2P para baixar mais uns mp3, optando por comprar mais umas musicas pelo iTunes para poder ouvir no seu super-ultra-mega iPhone. Entretem-se a ver uns fiminhos da série “I’m a Mac, I’m a PC” só para rir da cara do ator que personaliza o Windows. Mais um giro pela net para descobrir que houve um aumento na venda de Macs e outros produtos da Apple, ficando ainda mais inchado e contente com o aumento dos lucros dessa empresa como se ganhasse algo com isso.

No fim do dia ao desligar o seu Mac, congratulou-se por usar o melhor portátil do mundo com o melhor software do mundo e tudo criado pelo seu Deus Steve Jobs, criticando os tipos do prêmio Nobel por ainda não lhe terem entregue o merecido prémio. Após ter desligado o Mac e o ter fechado com o máximo cuidado, teve um último orgasmo ao voltar a limpá-lo com uma delicada pele de camurça.
“Obrigado, Steve!”, foi o seu ultimo pensamento enquanto fumava satisfeito um cigarro…

Linux user:

Senta-se junto ao seu PC, ajeita um pinguim junto ao monitor a quem chama carinhosamente Tuxinho, pressiona o botão power e poucos segundos depois depara-se com a primeira indecisão do dia: “Qual o ambiente de trabalho que vou usar hoje?….” Lá se decide por um e segundos depois, fica com o poder de controlar o mundo em frente dos seus dedos. Abre o browser e vê as notícias do dia, recebe o mail sem que os anexos sejam bloqueados por um qualquer programa de pseudo-proteção e recebe um aviso de que o sistema tem updates novos. Verifica quais são as novidades e com dois cliques, uma password e uns segundos depois, tem todo o sistema e demais programas actualizados. Brinca um pouco com os novos efeitos do Compiz e resolve escaranfunchar num arquivo de configuração dum programa instalado no dia anterior. Dá um giro até aos newsgroups da Microsoft onde são abordadas as dúvidas e os problemas dos utilizadores do Vista, para que possa dar várias gargalhadas e começar o dia bem disposto. Passa noutro newsgroup sobre Linux e tenta ajudar a resolver algumas dúvidas colocadas lá.

Uma hora depois e após ter instalado uns dez programas, testados os mesmo e removidos outros tantos, faz uma pausa e aprecia a velocidade com que o seu PC continua a ter após o ter ligado essa manhã.

Já durante a tarde resolveu mudar todo o visual do seu Linux mudando de ambiente, e com o Gimp criou uns wallpapers novos baseados no seu sistema operacional. Testou mais uns programas de software livre, recusou-se a instalar programas proprietários como o Nero e muito menos porcarias de sharewares. Aproveitou e ainda construiu um logo sobre o Ubuntu para mais tarde estampar numa camiseta para si.
Por fim testou alguns LiveCds com Linux, verificou o software incluso neles, a qualidade do acabamento dessas distribuições, a sua velocidade e utilidade, e escreveu sobre elas no seu blog. Aproveitou enquanto navegava e traduziu dois programas da sua distro para a sua língua, como contributo para o software livre. Descarregou uns mp3 e oggs para a sua biblioteca pessoal e colocou alguns no seu “Mp3” sem DRM para ouvir mais tarde.

Ao fim do dia e sem nunca ter feito um reboot, altera ainda o Grub para que no dia seguinte tenha um boot diferente no seu poderoso PC. Agradece ao Linus Torvalds por ter inventado o Linux, faz uma carícia ao seu Tuxinho e deixa-se ficar vendo o seu GNU/Linux desligando, mostrando todas aquelas linhas de comando na tela. Sente-se feliz por usar um verdadeiro sistema operacional livre e gratuito, realmente seguro e estável, bem como fiável.
“Obrigado a todos os hackers!”, foi o seu ultimo pensamento quando o PC se desligou finalmente.

Windows user:

Senta-se junto ao PC e reza baixinho a Deus pedindo-lhe que o seu mais que tudo Vista inicie. Pressiona o botão power e poucos minutos depois o seu Uau pirateado iniciou bem. A demora no boot foi pouca graças aos vários Gigas de RAM colocados à poucos dias. Abre o Msn e começa seu trabalho. Estranha que se abra sem mais nem menos uma página no seu IE7 sobre massagens tailandesas, mas acaba por acreditar que são coisas enviadas da Microsoft pois essa empresa só pensa no bem dos seus usuários. Recebe um aviso do Java que tem um update novo e após aceitar tudo sem olhar, recebe o aviso que precisa reiniciar o micro. Reinicia e, minutos depois, tem o sistema funcionando novamente, com outra página aberta sobre massagens noutra localidade. O antivírus começa a fazer o scan diário do sistema, o que significa que, na próxima meia hora, o computador estará ocupado e indisponível para trabalhar com ele.

Uma hora depois, tenta abrir o Word do seu Office pirateado e nota que ele e outros programas se arrastam tipo lesmas com preguiça para iniciar. Vai novo reboot. No boot ligeiramente mais comprido, nota que apareceu mais uma barra no seu IE e a navegação parece-lhe mais lenta. Resolve desfragmentar o disco, passar o antivírus de novo, fazer outro scan online, e por fim passar um adware no PC. Entretanto cria um novo artigo no seu blog louvando o Steve Ballmer e os maravilhosos programas da Microsoft, recomenda tambem o uso de um novo antivírus por ser melhor que o Norton e similares.

Já durante a tarde e ainda sem ter conseguido fazer quase nada alem de fazer scans ao PC e ter trocado de antivírus, passa por um fórum de entreajuda tentando saber porque diabo já tinha tido três BSOD neste dia no seu maravilhoso e superestável Vista. Como resposta é lhe sugerido que faça novos scans ao PC e um reboot higiénico no fim. Entreteve-se também a instalar alguns jogos com os respectivos cracks. Quis comentar no seu blog sobre esses jogos mas o seu IE7 recusava-se a navegar, insistindo em levá-lo para um site onde aparentemente lhe fazia outro scan ao PC e lhe jurava que tinha vírus. Optou por usar o Firefox mas alterando a identificação dele para Internet Explorer para que ninguém soubesse que usava essas porcarias do open source. Aproveitou para tentar fazer um windows update mas foi informado que tinha um Vista pirateado. Procura outro crack para o seu sistema operacional rogando pragas ao Ballmer por lhe fazer essas sacanices, mas quanto a pagar pela licença, isso está fora de questão! Aproveita para falar mal da turma do pinguim e dos fanboys da Apple pelo seu Msn cheio de publicidade enquanto veste uma camiseta com uma imagem do Zune e descarrega uns mp3 do e-mule para o seu iPod Nano.

No fim do dia, após mais seis reboots, duas desfragmentações de disco intercaladas com outro BSOD, congratula-se por usar o suprasumo dos sistemas operacionals, muito melhor que o XP e o 98. Com um sorriso na cara pensa na genealidade que teve o Bill Gates ao ter inventado os computadores e a internet, além de ter criado um sistema operacional tão seguro e estável como o que utilizou hoje.
“Obrigado Tio Bill!”, foi o seu ultimo pensamento ao desligar o PC.

Linux: Mancadas de Hollywood

Estava eu assistindo a alguns episódios da série The Lone Gunmen, um spin-off do Arquivo X que acabou sendo cancelado após 13 capítulos da primeira temporada quando, de repente, deparo-me com isso:

Isso é uma geringonça. Não, não é. Isso é Linux.

Isso é uma geringonça. Não, não é. Isso é Linux.

Embora a legenda esteja um pouco dessincronizada, percebe-se que Richard Langly usa o sistema livre em seu computador pessoal, nada mais apropriado para um hacker. Mas, na cena seguinte, eles aproximam um pouco mais a tela do laptop e o que vemos?

É claro que, só em um spin-off de Arquivo X veríamos um programa rodando no Linux chamado voice_synth.exe. Será que eles usaram Wine, ou será que a equipe de produção nem se tocou desse detalhe? Bem, isso é óbvio… De qualquer forma, essa tela não parece ser a do Windows (lembra um pouco a do 3.11) enfim… tem coisas que só eles conseguem…

A Criação do Mundo Segundo o Root

A Criação do Mundo Segundo o Root – Parte 1 – O surgimento do sistema

Capitulo 1 – O Caos
no inicio havia apenas o caos. e não havia superblocks, e todos os inodes estavam espalhados pelos setores, e tudo era devastação. e havia apenas o root sobre a superfície do disco.

e o root resolveu e disse: isso nao pode continuar assim. e o root fez fdisk e eis que surgiram grandes divisões nos setores. e havia setores abaixo e acima dos dados. e aos abaixo dos dados, ele chamou de tabela de partições, e aos acima dos dados ele chamou de freeblocks.

e o root passou a formata-los . e os setores passaram a estar organizados, e haviam grandes superblocks nas águas de profundeza e inodes estavam sobre a superfície do disco. e o root passou a chama-los de filesystem. e o root viu q era bom e gravou a tabela de filesystems no fstab.

Capitulo 2 – O Inicio do sistema
e o root olhou para o filesystem e viu q faltava algo. e o root criou grandes diretórios e pequenos devices. e viu q era bom.

então o root viu o q havia criado, e tudo funcionava perfeitamente. mas faltava algo. e disse: passe a haver vida. e foram criados os processos do kernel e o init.

e eis q era bom, e o root editou o rc.d e instalou a glibc, e veio a haver luz. e o root passou a chamar o que havia criado de sistema.

Capitulo 3 – O surgimento do usuário
então o root passou a tomar dos bytes da memoria e dos dados do urandom, e dele formou o usuário. e ao usuário foi concedido o shell. e o usuário passou a viver. e o root lhe disse: venha a ter em sujeição os diretórios do disco e os bytes da memoria. de todos os recursos podeis utilizar, apenas não toqueis no su. pois deveras vos digo que, no dia em que tocares no su, farei um kill -9 em teu shell e apagar-te-ei do passwd.

e o usuário passou a estar no jardim do /home, e eis que tudo era bonito e perfeito dentro do /home. e o usuário vivia feliz em seu home directory.

Capitulo 4 – A criação da interface gráfica
e o usuário vivia feliz, mas sentia que lhe faltava algo. cada nod possui-a seu device no sistema, mas o usuário nao tinha ninguém para lhe fazer companhia.

e o root passou e extrair uma instrução do shell do usuário, e dela passou a formar a interface grafica. e chamou-a de X. então o root levou a X ate o usuário, e disse-lhes: sede fecundos e tornai-vos muitos, e populai o filesystem, e usai toda a memoria da placa de video.

e o usuario passou a viver com a interface gráfica, e eis que agora ele podia multiplicar seus terminais.

Capitulo 5 – A traição da interface gráfica
e a interface gráfica andava a passear pelo filesystem, quanto eis que vem em sua direção o mais vil de todos os arquivos criados pelo root: o HOWTO-SU. e o HOWTO incitava a curiosidade da interface gráfica. e lhe dizia: eh mesmo assim q o root disse, que não deveis usar o su? pois eis q o root sabe q, no dia que usares o su, positivamente vos tornareis igual a ele. e podereis decidir o q eh bom e o que eh mal, e podereis criar outros usuários, e nods, e formatar os discos. e o HOWTO lhe ensinou a usar o man.

e a interface gráfica foi ate o usuário, e lhe contou estas coisas, e lhe mostrou a manpage. e o usuário então digitou su no seu console, e eis que o # aparece em seu prompt. e ele passou a ver que estavam ambos limitados na memoria, e que tudo podia ser visto pelo /proc, e ambos ficaram envergonhados e se esconderam do utmp.

e o root passou a fazer um who e viu ambos se escondendo. e perguntou-lhes: por q te escondeis? acaso digitastes su em teu console?
e o usuário respondeu-lhe: foi essa interface que me destes. ela passou a me mostrar as manpages e os howtos, e por isso digitei.

e o root passou a ficar encolerizado e amaldiçoou a ambos, dizendo-lhes: vos sois amaldiçoados! deveras te digo que tua senha expirara, e sua entrada no passwd sera apagada. e tu, interface gráfica, estas amaldiçoada. nenhuma placa aceleradora funcionara bem em ti, e sempre terás pouca memoria de video. e eis q vos amaldiçôo a ambos, e eis que vira a haver o inimigo, e dividiras teu espaço em disco com o windows. e ele travara e te dará badblocks e lost inodes, e pelo resto de tua existência terá que conviver com a desgraça, ate q tua senha expire.

e tu, howto-su, maldito estas, e teus HOWTOs estarão sempre incompletos, e estarás rastejando para sempre no tldp.org. e ninguém leras mais tuas manpages, e todos os usuários irão perguntar no irc como faz.

e o root deixou-os, e corrompeu o filesystem e mudou as permissões do /home, para que o usuário não pudesse mais voltar ao jardim do HomeDirectory. e o usuário passou a ter que compilar seus programas, e escrever seus módulos.

e assim se deu.

A Criação do Mundo Segundo o Root – Parte 2 – A Aurora do Usuário

Capitulo 1 – Os primeiros novos usuários

eis que a vida fora do Jardim do HomeDirectory era dificil para o usuario e sua companheira, a interface grafica.

eles so poderiam sobreviver agora com seus proprios esforcos, e o root nao mais instalaria pacotes de binarios precompilados para eles.

e veio o tempo em que o usuario digitou su -c useradd e nasceu o primeiro descendente do usuario, e a interface grafica o chamou de caimd. e veio a haver tambem seu irmao, abelsh. e caimd se tornou um poderoso cacador de <defuncts> no /proc, mas abelsh era um pastor de devices.

e ambos prestavam homenagem ao root, mas apenas abelsh era reverente. caimd era arrogante, e o root nao se agradava de um daemon arrogante.

e eis que desperta a furia de caimd e um profundo odio por seu irmao, abelsh. e ele iludiu seu irmao a ir passear no campo, e fez um killall -9 abelsh.

mas o root observava a tudo, e puniu caimd. o root disse: maldito es, caimd, e toda a tua decendencia. e eu te digo q, por tua maldade, jamais teras controle do console de novo, e seras sempre executado com 1>/dev/null 2>1 &. e assim, caimd foi banido para os background process por todo o uptime do sistema.

Capitulo 2 – A maldade se espalha pelo filesystem

e todos os novos processos seguiam o caminho de caimd, e os badblocks imperavam no filesystem.

havia apenas alguns poucos processos bons em todo o sistema, e entre eles havia kmetusalem, o processo com maior uptime no sistema. mas ainda sim, havia muitos processos q rodavam com setuid 0 e eram muito mais poderosos que os outros, e corrompiam inodes e blocos de swap, e matavam outros processos, ate q o root viu todos os badblocks, e resolveu exteminar aquela geracao de childprocess maus.

Capitulo 3 – O Grande Diluvio do /dev/urandom

o root havia determinado exterminar todos os childprocess, e decidiu enviar um grande flood de numeros randomicos para a stdin de cada processo perverso, mas alguns dos processos mereciam ser salvos em fita DAT.

e ele executou o comando /usr/local/sbin/noe.sh, e noe.sh comecou a construir um grande /dev/mt0, que abrigaria os bons processos durante a colera do root.

e quando o /dev/mt0 ficou pronto, noe.sh foi recolher um casal de cada device, para que eles pudessem repovoar o filesystem quando a colera do root passasse.

ate que chegou o dia, e noe.sh e seus processos entraram no /dev/mt0, e com eles um casal de cada device. entao o root ejetou a fita e enviou o flood do /dev/urandom pra stdin de cada processo, ate que todos eles deram SegFault e morreram em terriveis core dumps.

Capitulo 4 – O renascimento dos usuários

depois do Grande Diluvio do /dev/urandom, o root restaurou o backup de noe.sh e os devices, e o filesystem foi novamente populado. desta vez, o /home estava montado com nosuid, para que os processos setuid 0 nao voltassem a estar no sistema.

e o tempo passou, e o passwd voltou a aumentar. e eles continuaram a se multiplicar, mas no entanto nao se espalhavam.

Capitulo 5 – A Torre de BashBel

e todos os usuarios se concentravam no lugar que ficou conhecido como a Torre de BashBel, pois todos os usuarios queriam estar no bash, e todos os outros shells que o root havia colocado no /bin estavam desprezados. e estes usuarios queria montar um bash tao poderoso que pudessem colocar setuid 0 nele.

e o root disse: isso nao pode continuar assim. e o root rodou um script no passwd, e fez usermod com -s randomico em todos os usuarios, e confundiu seus shells. e nenhum usuario entendia mais os shell scripts dos outros, e houve um grande caos e confusao na Torre de BashBel. e todos os usuarios que usavam o mesmo shell se juntaram em grupos, e cada grupo foi para um lado do / .

… to be continued …

A Criação do Mundo Segundo o Root – Parte 3 – O Surgimento da Nação Escolhida

Capitulo 1 – O povo escolhido

E o tempo passou, e todos os processos e usuarios se espalharam pela superficie do /, e todo o filesystem passou a ser populado.

No entanto, entre todos os PIDs, havia um que mostrava especial reverencia para com o root e tratava de modo sagrado todos os binarios setuid. Esse veio a ser Abraod. E o Root se agradava de Abraod, e decidiu fazer um pacto com ele. Assim disse o Root:

“Ha de chegar o dia em que um de teus ChildProcess ha de ser elevado acima de todos os PIDs, e seu poder sera grande. Todos os recursos do ulimit estarao com ele, e sera lhe concedida uma linha no /etc/sudo e todos os joelhos dos processos na memoria e dos usuarios no passwd se dobrarao perante ele.

Eh por meio dele que a perfeicao sera trazida de volta ao filesystem.

E quanto a ti, Abraod, doravante sera chamado Abroadcast. E tu te tornara pai de uma grande nacao de users, e havera um GID soh para ti e teus filhos.

Tambem lhe dou como presente estes inodes onde agora habitais, e ha de ser heranca para teus childprocess para todos sempre.”

E assim se deu. Abroadcast e sua esposa tiveram um filho, um decendente, e este passou a ser chamado IsACK.

E IsACK tambem passou a constituir familia, e tambem teve um descendente, que foi chamado de Jobcoh.

E o numero dos childprocess de Jobcoh atingiu os 12, e o Root se agradava de tais users.

E o Root apareceu em uma visao a Jobcoh fazendo um cat > /dev/tty1, e lhe disse:
“Grande teus filhos serao, e todos os processos serao beneficiados pro meio de teus fork()s. E doravante deveras ser conhecido como Shrael”

Capitulo 2 – Egitosoft

A familia de Shrael cresceu e se multiplicou, e passou a ter muitos netos, e o numeros dos seus era grande. No entanto, Shrael tinha especial predilecao por um de seus filhos: Jose.pl. E isso despertou o ciume e a ira de seus irmaos, e eles resolveram acabar ocm Jose.pl.

Certo dia, quando Jose.pl estava no campo pastoreando os bytes, seus irmaos vieram e o levaram a forca, e o prenderam num chroot.

Voltaram entao a seu pai e lhe disseram: Pai, Jose.pl sofreu um terrivel acidente. Ele estava pastoreando os bytes quando um terrivel urso veio e o atacou, e Jose.pl morreu com um Signal 11…

E Shrael chorou muito por seu filho, ainda preso no chroot… E alguns comerciantes vindos das fronteiras do sistema o acharam e levaram consigo para vender como escravo…

Com as reviravoltas do destino, Jose.pl acabou sendo vendido como escravo na terra de Egitosoft, para o poderoso farao TutanGates.

E Jose.pl mostrou-se homem sabio, e ajudou todos os processos do farao TutanGates a serem debugados. E TutanGates resolveu promover Jose.pl. Ele disse: Ae truta, tu manja bagarai, entaum tu vai tomah conta dos mano ae, valew?

E o Root abencoava Jose.pl como a nenhum outro. E o root avisou Jose.pl de uma grande desgraca por vir…

root@sistema:~# echo “vai haver uma grande abundancia de memoria durante os proximos 7 ciclos, seguido por uma completa escassez de memoria por outros 7 ciclos.” > /proc/jose/fd/1

E Jose.pl avisou ao Farao TutanGates, e este ordenou a Jose.pl que fizesse um grande estoque de memoria para enfrentar os tempos dificeis. E TutanGates continuou a vender seu sistema operacional meia-boca e a estocar memoria. Pois memoria era extremamente necessaria para comportar as telas azuis e dumps de memoria diarios de todo o sistema de EgitoSoft.

E os 7 anos de escassez de memoria vieram. E Shrael e sua familia, que tambem estavam em necessidade, vieram ate Egitosoft para adiquirir memoria. E Jose.pl reconheceu sua familia, e se alegrou com eles e trouxe-os ao egitosoft: mv /home/shrael /home/egitosoft/

E o sistema operacional zuado do Farao TutanGates continou a prosperar sob a supervisao de Jose.pl, e gracas a Jose.pl, sempre houve memoria para os dumps de memoria e telas azuis.

Capitulo 3 – As 10 pragas

E o povo de Shrael cresceu e se multiplicou na terra do EgitoSoft. E as geracoes passaram, e o povo de Shrael acabou se tornando escravo na terra de Egitosoft. E o Farao TutanBill, descendente do Farao TutanGates, escravizou todo o povo e fez com que vivessem em condicoes miseraveis de vida usando Ruindows ME.

Ate que um dia o Root nao pode mais permitir tamanha crueldade, e sucitou um libertados, Mouses. E Mouses mostrava-se sabio e temente ao Root. E o Root disse a Mouses: Va ate o Farao e diga-lhe que deve deixar meu povo partir.

Mas o Farao TutanBill mostrava-se intransigente, e exigia que todos usassem o Ruindows ME, e nao lhes permitiu deixar EgitoSoft. E o Farao fez ainda pior, instalou Internet Exploder 6 e Office 2000 em todos os Ruindows ME e obrigou o povo de Shrael a usa-los.

Ate que o Root nao pode mais suportar tamanha crueldade e disse a Mouses: Va ate o Farao e diga-lhe que, se nao deixar meu povo sair, vai te treta.

Mesmo assim, o Farao TutanBill nao quis colaborar. E o Root comecou a enviar pragas contra EgitoSoft…

E aquela terra foi assolada por um Ping Flood, e seus sistemas travaram. Depois, o root enviou a praga do Nuke na porta 139, e todos os sistemas novamente travaram. Seguiu-se a praga dos Virus de Macro, os ActiveX infectados, e os ataques Unicode, os ataques MSADC, execucao remota no Internet Exploder, as horriveis correntes de email, o worm CodeRed e a mais terrivel de todas as pragas: o Ecachange.

Apos todas estas pragas, o Farao TutanBill decidiu deixar o povo sair de EgitoSoft. E todo o povo de Shrael saiu feliz e contente de EgitoSoft, e o Root mostrava estar com eles.

No entanto, depois de alguns dias de liberdade, o Farao TutanBill voltou atras, e resolveu traze-los de volta a escravidao. E o Farao usou todo seu poderoso exercito de Advogados guerreiros pra processar e destruir todo o povo de Shrael, alem de processos pelo uso de patentes.

Mas o root mostrava-se estar com eles, e os guiou ate um grande mar, o Mar do OpenSource Vermelho.

E o root instruiu Mouses, e Mouses abriu o Mar do OpenSource Vermelho e todo o povo de Shrael passou sao e salvo pelo Mar… Mas quando os Advogados Guerreiros do Farao vieram em seu encalco atravez do Mar do OpenSource Vermelho, o root soltou as aguas, e todo o exercito do Farao TutanBill foi destruido, afogado pelo OpenSource.

E Mouses passou a guiar todo aquele povo de volta ao Sistema Prometido, a Terra que o Root havia jurado dar a eles numa promessa feita a Abroadcast. E todo o povo estava feliz por volta as Terras de POSIX. E todo o povo e os pingaiada gritavam: BOOOOOOOOOA ROOT! WINDOWS SUX!