Linux ou Windows: qual é o mais fácil de usar?

Por muito tempo, convivemos com vários mitos sobre GNU/Linux. Agora, alguns deles serão derrubados, usando apenas a lógica, o conhecimento empírico e o método científico.

Mito 1: Linux não tem suporte à maioria dos hardwares existentes.

Verdade: Linux suporta mais hardwares que o Windows!

A maioria dos usuários pode argumentar que seus modens, webcans, impressoras e afins não funcionam com o Linux, mas sua funcionalidade com o Windows é questionável.

Para começar, quando você primeiramente instala o Windows, você provavelmente obtém uma tela em 640×480 em 256 cores; O som, modem, placa de rede e vários outros componentes não funcionam.

A operação dos periféricos do computador no Windows somente será possível através da utilização de drivers, que são programas desenvolvidos pelos fabricantes a fim de fazer seus hardwares funcionarem com o sistema da Microsoft. Sem eles, nada funciona no Windows.

Já em uma instalação padrão de qualquer distribuição GNU/Linux recente, a instalação de drivers é completamente desnecessária, pois o sistema já reconhece a maioria dos dispositivos automaticamente: é só instalar o sistema e sair usando todos os hardwares e periféricos que você possui.

Outro mito relacionado ao hardware é que seria muito difícil instalar algum específico. Vamos tomar por exemplo uma impressora ou multifuncional HP: o manual da mesma é enfático ao dizer que é necessário primeiro instalar o programa que vem no CD para depois conectar o dispositivo ao computador; Se o usuário conectar a impressora e seguir o assistente de instalação do Windows, o dispositivo não funcionará. Já no meu caso, tudo que tive que fazer foi conectar a impressora: o Mandriva a reconheceu automaticamente, pediu para instalar alguns pacotes e eu já pude sair usando. Quer algo mais fácil que isso?

Mito 2: Windows é mais fácil de usar.

Verdade: Linux é mais fácil de usar!

Talvez você ache que usar Windows seja mais fácil porque está acostumado a ele, mas se fizermos uma análise científica e lógica das interfaces dos dois sistemas, veremos que não é bem assim.

Vamos tomar por exemplo a abertura de um programa para escrever textos. O que você faz?

  1. Clica em Iniciar;
  2. Aponta para Todos os Programas
  3. Aponta em Microsoft Office
  4. Clica em Microsoft Word.

Esses passos podem parecer lógicos e simples para você, mas vamos observar alguns pontos:

Tendo apenas a área de trabalho do Windows, você não tem nenhuma indicação de onde deva clicar para iniciar um aplicativo; O clique no menu Iniciar ocorre apenas por intuição;

Após ir para a lista de programas, você, geralmente, deve apontar para o item que tem o nome do fabricante do software e, a seguir, clicar no nome do programa; Apesar de você não concordar, esse processo não é intuitivo, pois apenas o nome do fabricante e do programa não me dizem o que o programa faz. Lembre-se: você não usa o computador para abrir programas, você o usa para executar tarefas.

Se você não soubesse, será que você deduziria que um programa chamado PowerPoint serve para fazer apresentações de slides? Se seguirmos essa lógica, então Photoshop significa “Loja de Fotos” (Photo = Foto e Shop = Loja), então será que é esse programa que eu uso pra enviar minhas fotos para revelação pela Internet?

Já no Linux o processo é mais simples: na interface padrão do GNOME, por exemplo, eu posso claramente ver um menu chamado Aplicações, logo, posso deduzir que é ali que devo clicar para inciar os programas instalados; Dentro de Aplicações, eu não vejo uma lista de fabricantes de software mas, sim, categorias. É só ir na categoria Escritório e clicar em BrOffice.Org Writer. Outras categorias têm até descrições como “Navegador web Firefox”, tudo mais simples e intuitivo. E mesmo que eu instale programas de terceiros, que não estejam nos repositórios de minha distribuição, essa organização será mantida.

Mito 3: É mais fácil instalar programas no Windows

Verdade: É mais fácil instalar programas no Linux!

Você pode estar pensando apenas no processo NNF, que é apenas o fim da instalação, mas eu me refiro a instalação inteira.

Partindo, mais uma vez, do pressuposto que você não abre programas mas, sim,realiza tarefas, a primeira coisa que você deve fazer é encontrar um programa que permita que você possa realizar a tarefa que deseja. Para isso, você tem que pesquisar no Google ou em sites de download; 15 minutos depois você encontra o programa que precisa e inicia o download – isso se não for necessário se registrar no site do fabricante para fazer o download e, por fim, instala o programa, isso se não for necessário ficar mais meia hora procurando um crack e desabilitar antivírus, firewall e internet na hora da instalação.

Já na maioria das distribuições de Linux, há um programa que já vem na distribuição que permite instalar softwares de forma fácil. Você pode, por exemplo, digitar palavras relacionadas ao que você precisa – assistir filmes, por exemplo – e ele vai te retornar uma lista com todos os programas que suprem suas necessidades. Depois, é só marcar uma caixinha, mandar instalar e pronto: o sistema baixa tudo que precisa da Internet e em poucos minutos o programa está ponto para usar.

Com isso, provamos, por hoje, que Linux é um sistema mais intuitivo e fácil que Windows, mas talvez pelo fato das pessoas já estarem acostumadas ao sistema da Microsoft, elas negligenciem essas evidências e passem a viver em um mundo de fantasias, pois faz parte da natureza humana resistir às mudanças. Paciência, cada um é feliz ao seu modo.

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Uma resposta to “Linux ou Windows: qual é o mais fácil de usar?”

  1. Samuel Miranda Says:

    Desculpe, mas não concordo com esse artigo. Eu tenho o Windows 7 e o Ubuntu 12.04 instalados no meu Notebook e até hoje não acho o Linux, no caso a distribuição mais fácil que o Windows.
    1° Vamos começar com a barra de tarefas do Unity que só fica no canto esquerdo e pra você tirar ela desse lado tem quase que programar a barra. Nem sei como faz pois nem quis tentar de tão extenso o procedimento. No Windows você configura a barra de tarefas com uns cliques no mouse.
    2° Mais fácil instalar programas no Linux? Como assim? Só se for pela central de programas, mas se o programa que você quer não estiver disponível e precisar baixar o pacote aí vai começar a dor de cabeça. Se o pacote baixado não estiver na extensão .DEB terá que compila-lo para instalar e cada pacote tem um procedimento específico. Se por acaso baixar um pacote já na extensão certa que seria a .DEB nem sempre funciona pois nem todo pacote DEB instala corretamente.
    3° O Linux de um modo geral não é mais fácil de usar, configurar VPN é um inferno, a barra de tarefas como citado anteriormente outro tormento. E checar os drivers instalados então? Em fim, no que diz respeito a configurações principalmente avançadas tem quer abrir o venho terminal e começar a se virar nos inúmeros comandos e procedimentos.
    4° Ele é incompatível com a maioria dos programas e jogos do Windows. Embora exista a ferramenta Wine ela não emula todos os programas com sucesso.
    Para um usuário comum que irá usar o sistema apenas para navegar na internet, assistir vídeos, ver fotos e editar documentos pode até ser mais fácil. Até em um tablet dá pra fazer isso.
    Agora para alguém que trabalha com informática como eu e precisa botar a mão na massa Linux é um verdadeiro inferno!
    Imagine só vários usuários ligando pra mim pedindo pra configurar a barra de tarefas? E lá vai eu ficar quase meia hora no pc do cara configurando! kkkkkkkkkkk! Ou então posso adotar outra medida menos trabalhosa que seria não usar interface da Unity!


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