Reparem na temperatura atual na barra de Status do Firefox:

Só sendo gaúcho, tchê!
Reparem na temperatura atual na barra de Status do Firefox:

Só sendo gaúcho, tchê!
Se você, assim com eu, for um (in)feliz proprietário de um model D-Link DSL-500B, notará que, após configurá-lo como roteador, coisas estranhas vão acontecer. Dentre as quais, podemos citar a queda da conexão após algum tempo ou o fato de você ligar o modem e o led DATA não acender, impossibilitando, dessa forma, sua navegação, o que só é resolvido com você abrindo a janela de um navegador e digitando http://10.1.1.1 . Vai aparecer uma caixa pedindo senha e você não precisa fazer nada, apenas espere a luz acender e pode fechar a página e começar a navegar.
O que pude averiguar pelos fóruns da Internet é que houve um erro de projeto nesse modem: pelo visto, ele tem apenas 6 MB de memória e quase toda essa quantidade é ocupada na inicialização. Assim, quando o modem enfrenta várias requisições, como por exemplo em uma trasferência de bittorrent, a memória se esgota e o aparelho trava, o que se traduz como uma falta de qualidade que denigre o nome da companhia que o produz.
Mas, titio André aqui encontrou, há algum tempo atrás, em algum fórum que realmente não me lembro, uma dica que dizia para desabilitar alguns serviços do modem e atualizar o firmware. Bem, eu fui feliz apenas desabilitando os serviços (o que provavelmente liberou mais memória e fez o bichinho funcionar sossegado) e vou passar pra você, fiel consumidor da D-Link, as minhas configurações.
Uma dica similar a que encontrei (se é que não seja a que eu tenha encontrado) pode ser vista em http://forum.clubedohardware.com.br/ajuda-dlink-500b/458426?s=a1f6dc555489e6bab34bcdc0e83d4832& .
Acesse a tela de configuração do seu modem em um navegador através do http://10.1.1.1. Após cada passo, exceto o primeiro, clique em “Save/Apply”.
Se tudo deu certo, a partir de agora, seu D-Link vai se conectar na Internet quando você ligá-lo e não haverá mais tantos travamentos.
Crie um arquivo com as seguintes linhas:
#!/bin/bash
#compartilha a web na rede interna
/sbin/iptables -t nat -A POSTROUTING -s 10.0.0.0/8 -o ppp0 -j MASQUERADE
echo 1 > /proc/sys/net/ipv4/ip_forward
E coloque uma referência a esse arquivo no rc.local. Substitua o 10.0.0.0/8 pela faixa de ips da sua rede, se necessário.
Após atualizar o kernel do Debian Etch para uma versão igual ou superior à 2.6.22.2, você pode receber a seguinte mensagem ao desligar o sistema:
WARNING: disk may not be spun down properly, update your shutdown utility
Isto ocorre se você tiver algum disco SATA instalado, ou um disco IDE que, como dito no post anterior, a partir do kernel 2.6.20, é tratado como um dispositivo SATA.
Para resolver, como root, edite o arquivo /etc/init.d/halt e localize a linha:
# Don’t shut down drives if we’re using RAID.
hddown=”-h”
Substitua por:
# Don’t shut down drives if we’re using RAID.
hddown=”"
Depois de ficar sem tempo para mexer no Linux devido ao meu curso de Eletrônica, me desiludi de vez e resolvi dar adeus ao sistema das Trevas. Pensei em voltar para o Slackware, mas alguns eventos não me deixaram com paciência de baixar os dois primeiros cds e, então, resolvi partir para outra distro.
Mas qual usar? Pensei: se existem várias distros baseadas no Debian, como seria o Debian em si? Resolvi experimentá-lo. Como eu sei que a distribuição estável – Etch – tem 21 CDs ou 3 DVDs, deduzi que não era necessário baixar isso tudo e fiz o download apenas do primeiro disco.
A instalação gráfica deixaria a Microsoft com inveja, de tão simples que é, uma prova de que o Linux está, sim, se aproximando do desktop do usuário final.
Depois do primeiro boot, descobri que a distribuição estável possui alguns programas antigos, como por exemplo o Gnome 2.14 – foi por isso que eu o escolhi – e o kernel 2.6.16.
O primeiro problema ocorreu quando eu fui ver o monitor do sistema, algo similar ao gerenciador de tarefas do Windows: o Gnome, sem nenhuma firula, ocupava somente 56MB de RAM! Isso é um paraíso! E depois que eu personalizei algumas coisas, o consumo subiu para meros 85 MB! Isso mesmo: no tempo em que os winlosers estão se apertando para comprar mais e mais pentes de memória para rodar o Vista, o Linux consegue rodar com todos os seus recursos ocupando cerca de 10x menos memória! Mas, foi quando eu olhei para baixo e percebi que o kernel estava reconhecendo apenas um pouco mais de 800MB do 1GB que tenho de RAM. Como minha placa é onboard, é normal que o sistema reconheça apenas 992 MB de RAM, mas esse índice estava muito abaixo do normal!
Ao pesquisar na Internet, logo descobri a causa do problema: o kernel padrão do Debian é otimizado para o processador 486 e vem com o reconhecimento de altas quantidades de memória desabilitado por padrão. Assim, a solução é atualizar para um kernel otimizado para a arquitetura i686, ou amd64 ou o que for o seu caso. Além do mais, o gerenciador de atualizações na barra de tarefas do Gnome, herdado do Ubuntu, estava insistindo para que eu atualizasse o kernel para… a mesma versão que estava instalada!?!?
Assim, no “momento Frankenstein”, eu baixei o pacote do kernel mais atual disponível (2.6.24-1) da árvore Lenny, que é a distribuição Teste, e o instalei via GDebi. A instalação foi tranqüila e o sistema colocou a entrada dos dois kérneis no menu do Grub. Você pode baixar a imagem mais recente do kernel disponível em:
http://packages.debian.org/lenny/i386/linux-image-2.6.24-1-686/download
Aí, fui eu bootar no kernel novo para ver se o problema da memória estava resolvido e eis que no meio do processo me aparece um…
Begin: Waiting for root filesystem
A mensagem era clara: o kernel não conseguiu encontrar o sistema de arquivos raiz. Mas por quê? Temia que todo o sistema tivesse sido estragado mas, consegui iniciar normalmente pelo kernel antugo. Nisso, descobri a razão da mensagem pesquisando na Net.
Até aproximadamente o kernel 2.19, os discos rígidos ide eram referenciados como /dev/hda, /dev/hdb e assim por diante. A partir do kernel 2.20, esses dispositivos passaram a ter a mesma denominação dos SCSI ou SATA: /dev/sda, /dev/sdb, etc… E a entrada no menu.lst do Grub não atualizou isso!
Para resolver é muito simples: abra um terminal, logue-se como root e digite
nano /boot/grub/menu.lst
Ou, se você for masoquista:
vi /boot/grub/menu.lst
Procure as entradas (são duas) referentes ao seu novo kernel e substitua o hda por sdam ou outra letra, de tal forma que fique assim:
title Debian GNU/Linux, kernel 2.6.24-1-686
root (hd0,0)
kernel /boot/vmlinuz-2.6.24-1-686 root=/dev/sda1 ro
initrd /boot/initrd.img-2.6.24-1-686
savedefaulttitle Debian GNU/Linux, kernel 2.6.24-1-686 (single-user mode)
root (hd0,0)
kernel /boot/vmlinuz-2.6.24-1-686 root=/dev/sda1 ro single
initrd /boot/initrd.img-2.6.24-1-686
Salve o arquivo e saia do editor, mas, ainda não acabou. Abra no mesmo editor o arquivo /etc/fstab e refaça as alterações que você fez no grub, senão, o sistema de arquivos não poderá ser montado. Baseie-se pelo meu:
# /etc/fstab: static file system information.
#
# <file system> <mount point> <type> <options> <dump> <pass>
proc /proc proc defaults 0 0
/dev/sda1 / reiserfs notail 0 1
/dev/sda6 /home reiserfs defaults 0 2
/dev/sda5 none swap sw 0 0
/dev/scd0 /media/cdrom0 udf,iso9660 user,noauto 0 0
/dev/fd0 /media/floppy0 auto rw,user,noauto 0 0
Agora, muita atenção: salve o arquivo e saia do editor. As alterações no fstab têm efeito IMEDIATO. Logo, após fechar o editor, ainda como root, digite “reboot” em seu terminal e aperte Enter. Ignore todas as mensagens de erro que vão aparecer (hahahahaa).
Agora, ao selecionar seu novo kernel no Grub, seu sistema vai bootar normalmente. Você pode, então, remover o pacote do kernel anterior pelo Synaptic mas ATENÇÃO: se você fizer isso, ele vai teimar em reeditar o menu.lst e colocar apenas a entrada do novo kernel com os dispositivos errados (hda). Logo, após remover o pacote do kernel antigo, edite de novo o menu.lst substituindo o hda por sda, senão seu sistema vai travar no próximo reboot e você vai precisar de um live-cd para editar o dito arquivo. Lembre-se que, se você possui o Windows em dual-boot, também será necessário alterar a entrada desse sistema no Grub.
Após atualizar o kernel, toda sua memória será reconhecida. Se você tiver 4GB ou mais de memória, baize a imagem otimizada para 686 cujo pacote termina com bigmem, da árvore do Lenny.